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Representatividade e controle

Autocontrole da expressão e privacidade no mundo do trabalho

Fernando Felício Pachi Filho39

Resumo: As tecnologias de informação e comunicação, ao ampliar as possibilidades de controle e monitoramento, processamento e análise de dados, têm redefinido os limites da privacidade, da liberdade e do sigilo. Num momento em que a sociedade do controle, na acepção de Deleuze, se naturaliza nas práticas sociais, a comunicação no mundo do trabalho, cercada de mecanismos de controle e vigilância, constitui-se como locus para observação das mudanças em curso. A partir de entrevistas de longa duração realizadas com 30 trabalhadores, destacamos para efeitos de análise o comportamento destes trabalhadores face ao uso das tecnologias de informação e comunicação e sua relação com a liberdade de expressão e a privacidade. Pode-se observar que a maior parte dos entrevistados teme as consequências de sua expressão e os potenciais prejuízos causados ao manifestarem-se em redes sociais. Dissemina-se assim a necessidade entre os trabalhadores de adotar regras para a expressão que possam garantir a privacidade.

Palavras-chave: Controle, redes sociais. liberdade de expressão. Privacidade, trabalho

Abstract: Information and communication technologies, by broadening the possibilities of control and monitoring, processing and data analysis, have redefined the limits of privacy, freedom and secrecy. At a time when the society of control, in the sense of Deleuze, is naturalized in social practices, communication in the world of work, surrounded by mechanisms of control and vigilance, is a locus for the observation of the changes in progress. Based on long-term interviews with 30 workers, we highlight for analysis purposes the behavior of these workers regarding the use of information and communication technologies and their relationship with freedom of expression and privacy. It can be observed that most of the interviewees fear the consequences of their expression and the potential damages caused when manifesting themselves in social networks. There is thus a need among workers to adopt rules for expression that can guarantee privacy.

Keywords: Control. social networks., freedom of speech, privacy, work.

Introdução

O debate contemporâneo sobre os limites da privacidade ganhou amplitude com os avanços das tecnologias de informação e comunicação (TICs), que dão suporte à reestruturação produtiva das últimas décadas e aumentam as possibilidades de monitoramento, processamento e análise de dados em larga escala. Isso porque com as redes informacionais também é possível identificar os rastros digitais deixados pelos usuários, reduzindo assim seu nível de privacidade (SILVEIRA,2015), fato que permite redefinir os limites da privacidade e do sigilo (BAUMAN, 2011; LYON, 2003). Os questionamentos abrangem igualmente o conceito de liberdade de expressão e práticas como controle, vigilância e censura, que colocam em risco o funcionamento de sociedades democráticas desestabilizando conceitos consolidados nos embates da modernidade ocidental, como alertam Kanashiro et al.(2013) e Bruno (2010). Desse modo, é necessário investigar as redefinições e abrangência desses direitos, positivados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e nas constituições democráticas, após uma longa história de tensões e disputas, como demostram os estudos realizados por Elias (1994), Sennett (1999) e Habermas (2003).

A discussão ainda ganha contornos específicos se voltarmos nossa atenção para o mundo do trabalho, tradicionalmente sujeito ao controle e a conflitos derivados da lógica de produção capitalista. Num momento em que a sociedade do controle, na acepção de Deleuze (2000), se naturaliza nas práticas sociais ,a comunicação no mundo do trabalho constitui-se como locus privilegiado para observação das mudanças em curso e suas contradições (FIGARO, 2014; REBECHI, 2014). Isso porque os dispositivos tecnológicos que utilizamos atendem às necessidades de expansão e funcionamento do capital (SANTOS, 2000) e também servem historicamente ao controle dos trabalhadores. Neste artigo, fruto de uma pesquisa em curso, sobre liberdade de expressão no mundo do trabalho, procuramos compreender como trabalhadores lidam com as tecnologias de comunicação, em especial as redes sociais, no que se refere à sua liberdade de expressão e à manutenção de sua privacidade. Para tanto, nos valemos de dados obtidos em 30 entrevistas de longa duração com trabalhadores de cinco empresas dos setores de tecnologia de informação, educação, eletricidade, recursos humanos e publicidade.

Primeiramente, apresentamos o mundo do trabalho como alvo de um controle sistemático historicamente definido na organização da produção. Em seguida, abordamos questões relativas às tecnologias de informação, ao controle e à vigilância, que se expandem socialmente e modulam a vida do trabalhador, que em geral têm acesso às TICs e as utilizam em seu cotidiano. Por fim, apresentamos análise realizada a partir das entrevistas, demonstrando como o controle é introjetado pelos trabalhadores e afeta sua expressão nas redes sociais. A privacidade se torna assim um valor a ser preservado, que contribui para manter o vínculo empregatício.

Vigilância e controle no mundo do trabalho

No cenário de transformações impulsionados pelas TICs,, é retomado o tema do controle no mundo do trabalho, que permeia historicamente as relações de produção. Autores como Marglin (2001) explicam que o controle é um aspecto determinante para a produção capitalista. A divisão de tarefas, a hierarquia e a especialização teriam sido adotadas não apenas por questões de eficiência, mas sobretudo como estratégia de controle do trabalhador e do processo produtivo.

Na perspectiva de Marx (2001, p. 24), o processo de produção capitalista havia tornado o trabalhador um apêndice da máquina. Controle e disciplina rígidos do corpo e dos hábitos dos trabalhadores são indispensáveis para que o trabalhador se adaptasse ao regime produtivo e às máquinas. Instaura-se assim uma racionalidade produtiva e uma ideologia controladora que se soma a um regime de punições baseado nas regras estabelecidas para o trabalho. Ao longo da história, o controle se sofistica, se legitima e se torna menos visível com a burocracia e as normas adotadas para as atividades, conforme explica Carvalho (1998). Codo, Sampaio e Hitomi (1993) afirmam que estas práticas são tidas como algo necessário à convivência social, mas encobrem a reprodução das relações sociais que resultam da divisão social do trabalho.

A evolução de uma sociedade estabelecida no poder disciplinar, tal como identifica Foucault (2001), para uma sociedade baseada no controle, na acepção de Deleuze (2000), acarreta análises sobre as transformações nas relações de poder bem como dos processos de subjetivação que se baseavam na disciplina em sistemas fechados e circunscritos a um local para um controle que se dispersa incidindo nas relações sociais sem demarcações espaciais nítidas. O percurso teórico de Foucault esclarece como o poder se exerce e atua sobre os corpos individuais e sobre a coletividade. O poder está em toda parte (FOUCAULT, 2001, p. 89) e se define por relações de força que se manifestam em estratégias, manobras, táticas e técnicas que agem na vida individual e social. Ele é expressão de um estado de vigilância que é interiorizado pelos indivíduos que passam a agir conforme este estado identificado pela tecnologia do panóptico. Na perspectiva aberta por Foucault, Zarifian (2002) afirma que já há um assujeitamento consentido dos indivíduos às regras impostas no mundo do trabalho. Nas sociedades de controle, há uma modulação que pode ser aplicada às mais diferentes formas sociais. Os espaços se interpenetram e os limites entre eles não são mais nítidos. Neste modelo, os indivíduos estão sujeitos a um controle permanente (DELEUZE,2000; COSTA, 2004).

Bruno (2008, p. 169;) define a vigilância digital como ´monitoramento sistemático, automatizado e à distância de ações e informações de indivíduos no ciberespaço, com o fim de conhecer e intervir nas suas condutas e escolhas´. Segundo Luczinski e Ewald, (2016), a expansão da tecnologia transmite a sensação de maior autonomia, permitindo eficiência e mobilidade, com uso de celulares, práticas de home office e videoconferências. No entanto, estes recursos geram mais vigilância para o trabalhador, além de tornar seu trabalho mais intenso.

Tecnologias da informação, controle e vigilância

Castells (1999; 2003) mostra que o estágio atual do capitalismo permite que organizações atuem em formas de rede caracterizadas pelo trabalho compartilhado, por equipes interfuncionais e mesmo transitórias. A informação torna-se determinante para a tomada de decisões, diminui-se a supervisão formal e as estruturas ficam mais ágeis. A tecnologia constitui-se como ferramenta para transformação do capitalismo, que se baseia na flexibilidade, na mobilidade e na velocidade. Para Castells, a reestruturação do capitalismo não pode ser dissociada do informacionalismo.

O uso crescente da Internet e, posteriormente das redes sociais, permite aos indivíduos uma comunicação teoricamente livre na medida em que é possível criar, disseminar e compartilhar conteúdos sem autorização prévia. Conforme aponta Segurado (2011), o caráter colaborativo da rede torna viável a descentralização da produção e a disseminação de informações, provocando transformações significativas nas relações sociais e políticas. Silveira (2006) destaca as características dessas tecnologias que ampliam a possibilidade de transformar informações em conhecimentos, possibilitam o comportamento interativo e a proliferação da cópia. Segundo ele, a comunicação mediada por computador, por seu caráter transnacional, afeta a cidadania e exige a reconfiguração dos direitos para uma vida coletiva no ciberespaço. Neste contexto, porém, aponta Silveira, corporações atuam para manter e ampliar em uma sociedade informacional os poderes que detinham no capitalismo industrial.

Kanashiro et al (2013) tampouco desvinculam a comunicação das possibilidades de monitoramento. No contexto tecnológico atual, um volume gigantesco de dados esparsos e não estruturados podem ser processados e analisados. Bauman (2011) e Lyon (2003) se dedicam também a mostrar as mudanças na noção de privacidade que se relacionam às tecnologias desenvolvidas nas sociedades contemporâneas. Os fluxos de dados hoje fazem parte da dimensão do controle, já que é possível identificar, classificar, monitorar e estabelecer perfis de modo sistemático e com agilidade. O chamado big data permite a correlação de dados (BRUNO, 2012), o que torna o controle mais refinado e preciso.

As redes sociais de relacionamento social construídas na internet são componentes importantes do que a teoria política chama de esfera pública. Pessoas comuns podem trocar opiniões e constroem nessas redes suas visões e discursos sobre o poder político e fatores que afetam suas vidas. Segundo Habermas (2003), a esfera pública formaria uma estrutura intermediária que faz a mediação entre o sistema político, de um lado, e os setores privados do mundo e da vida e sistemas de ação especializados em termos de funções, de outro lado. A emergência das chamadas redes sociais on line fortaleceria esta perspectiva. Para Castells (2003), a internet em suas distintas aplicações é o tecido da comunicação de nossas vidas, servindo para o trabalho, contatos pessoais, informação, entretenimento, serviços públicos, política e religião. Hindman (2010), contudo, afirma que a internet está apenas reforçando as vozes da elite política em vez de abrir o processo político para uma diversidade maior de vozes. Para este autor, é um mito a ideia de que a internet pode abrir espaço para as pessoas comuns se tornarem participantes mais ativas nos processos políticos.

Fuchs (2011) destaca que o tema da vigilância se tornou importante na vida social e para a compreensão do funcionamento das instituições. As tecnologias computacionais permitiram expandir a vigilância no sentido do controle da informação. Este autor aborda a existência de um conceito negativo de vigilância, no qual as estruturas de poder na sociedade contemporânea demonstram a existência de sistemas de dominação. Numa perspectiva negativa, a vigilância se torna um conceito relacionado à coleta de informações com o propósito de dominação e coerção.

As tecnologias modernas, explica Fuchs, possibilitaram ainda um controle técnico e de supervisão de trabalhadores de modo mais anônimo e sem o constrangimento da supervisão feita por seres humanos. Assim, as abordagens negativas de vigilância a definem como a reunião de dados sobre indivíduos ou grupos, que são usados para o controle da disciplina e de comportamentos, de modo a exercê-la com base na ameaça de serem alvo de violência. A vigilância atua, portanto, para evitar comportamentos indesejáveis e prejudiciais dos dominados. A vigilância pelo Estado-nação e pelas empresas tem o objetivo de controlar o comportamento de indivíduos e de grupos, que são obrigados a se comportarem de determinadas maneiras porque sabem que são vigiados. Vigiar, portanto, implica que haja uma hierarquia social entre as pessoas, na qual um exerce poder sobre o outro.

Os trabalhadores e o uso das redes sociais

A reflexão teórica acerca da liberdade de expressão e da privacidade no mundo do trabalho é necessária para uma pesquisa que visa identificar como este valor e direito é significado e vivenciado. No entanto, a carência de estudos teóricos que conjuguem tais valores e as inúmeras variáveis presentes no mundo do trabalho se soma à ausência de dados com os quais os pesquisadores possam alimentar sua reflexão acerca deste objeto, o que dificulta pesquisas de caráter especializado. Este cenário nos incentivou a elaborar um estudo empírico, ora em curso, do qual destacamos dados para os propósitos deste artigo. Dessa forma, os estudos empíricos contribuem para o desenvolvimento teórico neste trabalho de caráter exploratório. Como explicam Sampieri, Collado e Lucio (2006), os estudos exploratórios servem para preparar o campo para pesquisas posteriores e para abordar temas ou problemas ainda pouco estudados e ideias vagamente relacionadas com o problema de estudo, sobre o qual se tem muitas dúvidas ou que não foi abordado anteriormente. Estes estudos permitem que o pesquisador se familiarize com fenômenos relativamente desconhecidos. Assim, essas pesquisas visam conhecimento inicial de um contexto, uma situação, uma variável ou conjunto de variáveis.

Após realizar entrevistas de longa duração sobre o tema liberdade de expressão no mundo do trabalho com 30 trabalhadores de empresas dos setores de educação, tecnologia de informação, eletricidade, publicidade e recursos humanos, procuramos destacar e categorizar dados referentes ao uso de redes sociais por trabalhadores. Os dados coletados foram organizados inicialmente nas seguintes categorias: uso de redes sociais, ciência sobre controle e vigilância das redes sociais por parte da organização, preocupação com impactos do uso das redes sociais no trabalho e as precauções quanto ao compartilhamento no que se refere à empresa e ao trabalho.

O uso das redes sociais disseminou-se com facilidade (Tabela 1). A grande maioria dos entrevistados (29) revelou ser usuário de redes sociais. Apenas um deles, informou não utilizar mais nenhuma rede social, mas que tem conhecimento de seu funcionamento. No entanto, o conhecimento se o comportamento nas redes sociais é controlado ou monitorado pelas empresas não está suficientemente disseminado nas organizações pesquisadas. Apenas seis entrevistados afirmaram saber sobre o eventual controle exercido pela organização. O desconhecimento do controle poderia nos levar a crer que os trabalhadores desfrutam de liberdade de expressão e as empresas não se incomodam com a manifestação de seus trabalhadores nas redes sociais. No entanto, a maior parte dos entrevistados a (27) se preocupa com os impactos no trabalho de suas manifestações em redes sociais e evitam compartilhar assuntos referentes a empresa onde trabalham e sobre sua atividade de trabalho. Estes indícios nos levam a crer que o controle de sua expressão já foi introjetado pelos trabalhadores, que mesmo sem saber se a empresa os monitora, cuidam de estabelecer limites para sua expressão. Procuram assim modular seu comportamento conforme os supostos riscos que vivem, mantendo a distinção entre a vida pessoal e a vida no trabalho. No entanto, as limitações vividas no trabalho afetam sua expressão nas redes sociais. O trabalho e a empresa são fatores que devem ser levados em conta. Dessa forma, eles buscam adaptar sua conduta a uma conduta supostamente esperada pela empresa. Subsitui-se assim o controle pelo autocontrole como forma de gestão (BOLTANSKI; CHIAPELLO, 2009)

Se observamos as respostas levando-se em conta o grau de exposição que os trabalhadores entrevistados buscam ter nas redes sociais (Tabela 2), constatamos o peso da variável trabalho no comportamento dos entrevistados. A maioria deles (21) evita expor fotos e vídeos em suas páginas pessoais por causa do trabalho. O mesmo ocorre em relação à manifestação de opiniões. Mais da metade dos entrevistados (19) evita registrar opiniões sobre temas variados. Se o tema for polêmico, a totalidade dos entrevistados prefere não emitir opiniões. Questões políticas, que ganharam visibilidade nas crises recentemente vividas no Brasil, são também assuntos a evitar e que podem causar prejuízos ao trabalho. Tendo em vista estas informações, podemos observar que o comportamento nas redes sociais passa a ser regulado também pelo temor de exposição de seus usuários, que buscam manter sua privacidade para não prejudicar suas atividades de trabalho e manter o emprego A opção por evitar a manifestação sobre temas polêmicos, que exigem tomada de posição e podem suscitar debates como numa esfera pública devidamente constituída, demonstra a compreensão que os trabalhadores têm das redes sociais: uma tecnologia de controle que apresenta riscos para o trabalho e que está longe de ser um espaço de livre expressão

ImageTabela 1 – Redes sociais e trabalho

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Tabela 2 – Exposição nas redes sociais

Considerações finais

As redes sociais oferecem a possibilidade de expressão ampliada para indivíduos e organizações. O monitoramento constante de dados, a possibilidade de cruzamento de informações e a vigilância que se instala em domínios variados da vida social acarreta preocupações. A ausência de garantias para manutenção da privacidade e da liberdade de expressão levam trabalhadores a adotarem uma posição cautelosa no uso das redes sociais, temendo consequências para sua vida no trabalho. O autocontrole, como característica do novo espírito do capitalismo, tal como descrevem Boltanski e Chiapello (2009), pode ser observado no tratamento conferido pelos trabalhadores às redes sociais. Nessa perspectiva, os trabalhadores não dependem de um controle externo para assumir comportamentos esperados pelas organizações.

A polêmica, o debate e a tomada de posições que poderiam ampliar o debate público são vistos como ameaça à estabilidade no trabalho. As regras implícitas no trabalho são consideradas superiores ao direito que garante a livre expressão. O controle assim se exerce sobre o pensamento e, consequentemente, a expressão. Apenas o que não oferece riscos pode ser compartilhado. Neste horizonte, a expressão não é livre, mas condicionada às possibilidades prescritas tacitamente no mundo do trabalho. Tendo em vista este cenário, podemos considerar que há um assujeitamento consentido dos trabalhadores, como afirma Zarifian (2002). Instaura-se assim uma sociedade de controle difusa em que os limites do trabalho ultrapassam os muros da empresa. As tecnologias servem para ampliar a vigilância e menos para propiciar a livre expressão, ainda que as condições para que ela ocorra estejam dadas.

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