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Privacidade e compartilhamento nas redes sociais

Assédio e sigilo nas redes sociais e o surgimento de grupos secretos exclusivos

Daniela dos Santos Domingues Marino27

Resumo: Os avanços tecnológicos, principalmente no que tange às redes sociais, têm favorecido a ascensão de movimentos sociais como o feminismo. As redes, por propiciarem uma comunicação não hierarquizada, possibilitam que os discursos que antes eram silenciados pela mídia tradicional tenham hoje um alcance inimaginável. Manuel Castells (1999) é um dos autores que têm se dedicado aos estudos de movimentos que se beneficiam do uso de plataformas como o Facebook e Jesus Martin-Barbero (2003) já alertava sobre o fortalecimento de grupos sociais marginalizados a partir dos anos 60. No entanto, quando se trata do exercício da livre expressão por meio das redes sociais, não é difícil notarmos que existe um equívoco na interpretação do que seria liberdade de expressão, principalmente quando há propagação de discursos de ódio. Esses discursos, dirigidos a grupos historicamente oprimidos são facilmente encontrados em páginas de cultura pop e nerd quando o assunto é a representatividade feminina, LGBT ou negra nos filmes, histórias em quadrinhos e videogames. Por isso, grupos secretos exclusivos têm surgido no Facebook com o intuito de oferecer um ambiente seguro para que certos assuntos possam ser discutidos. Portanto, este artigo visa compartilhar as impressões sobre a importância e necessidade destes grupos a partir da observação da interação entre suas integrantes e fornecer exemplos dos tipos de assédio sofridos pelas mulheres dentro do universo nerd nas redes sociais.

A explosão dos grupos fechados do Facebook

Um estudo realizado pela National Academy os Sciences of the United States of America28 analisou o contágio de emoções em escala massiva manipulado através das redes sociais. O experimento com o Facebook comprovou que estados de humor podem ser transferidos aos outros via contágio emocional, levando as pessoas a experimentarem as mesmas emoções sem terem consciência disso, evidenciando que o contágio emocional ocorre sem que haja interação direta entre os envolvidos e mesmo diante da completa ausência de marcas verbais.

Isto significa que a onipresença das mediações digitais pode ser responsável tanto pela perpetuação da opressão, como pela mobilização, empoderamento, conscientização, ascensão de movimentos sociais tal como vem acontecendo com o feminismo, com os movimentos negros e com os movimentos de luta por visibilidade e representatividade LGBT. Em seu livro Redes de Indignação e Esperança (2013), Manuel Castells registra o papel decisivo das redes sociais na mobilização popular em acontecimentos de relevância histórica como a “Primavera Árabe”.

Nesse sentido, a preocupação acerca de nossa privacidade tem se tornado pauta frequente em debates, sejam eles acadêmicos ou não. Essa preocupação se justifica na medida em que somos constantemente bombardeados com notícias de escândalos decorrentes de exposição indevida da intimidade de celebridades ou de outros conflitos que surgem a partir de discussões em redes sociais.

Textos explicativos sobre como lidar com “Revenge Porn” (compartilhamento de fotos íntimas – nudes – sem o consentimento das pessoas envolvidas) e infinitos “posts” sobre assédio de pessoas com grande alcance nas redes sociais, como o professor Leandro Karnal, nos indicam que não só não sabemos lidar com as consequências de nossa exposição como também não conseguimos encontrar meios de nos proteger de tais ataques.

Muito embora os ataques virtuais e o assédio não caracterizem agressão física, Bordieu (1989) nos lembra que a violência simbólica também é nociva justamente porque aqueles que detêm o poder, ainda que simbolicamente, não o reconhecem e, portanto, são incapazes de perceber os danos de suas ações.

No livro Islam and Controversy (2014), de Ashuman A. Mondal, o autor elenca uma série de pensadores para discutir conceitos de liberdade de expressão e responsabilidade no intuito de refletir sobre possíveis formas de lidar com conflitos relacionados a estes conceitos. Ao citar Judith Butler, afirma que as palavras adquirem um peso de ofensa através das performances interativas de poder que, cumulativamente, as dispõem como veículos dessas ações. Palavras ofensivas possuem o poder de machucar precisamente porque têm uma história de violência por trás delas, tanto verbal quanto físicas. Na maior parte do tempo, a ofensa se dá na relação entre palavras, frases, e figuras de linguagem que foram previamente usadas para abusar e subordinar e que já são partes estabelecidas de um discurso de poder.

Por isso, alguns grupos raramente se ofendem, pois podem facilmente ignorar atitudes ofensivas contra si, uma vez que essas atitudes não perturbam a vantagem estrutural que gozam.

No entanto, para quem se sente ofendido e não quer abrir mão de estar online por meio das redes sociais, grupos secretos e grupos fechados têm se tornado opções cada vez mais recorrentes para que pessoas possam se reunir em torno de preferências em comum e discutir sobre os mais variados temas.

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Figura 1 Manchetes sobre grupos secretos

Porém, nem tudo são flores nas redes sociais e na mesma medida em que os grupos se configuram lugares seguros para certos debates, eles também podem representar uma porta de entrada para pessoas cujas intenções sejam duvidosas:

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Figura 2 Manchetes sobre grupos secretos

Figura 2 Manchetes sobre grupos secretos

Assédio no meio nerd

Entre as principais pautas do movimento feminista está a luta contra a desigualdade de gêneros em diversos âmbitos, causada principalmente pelo machismo estrutural em nossa sociedade. No meio nerd não é diferente: atitudes machistas que visam diminuir e humilhar as mulheres virtual ou presencialmente fazem parte de nosso dia-a-dia. Essas atitudes vão desde ser ignorada em uma loja especializada em videogames a perseguições e ameaças nas redes sociais ou mesmo em eventos presenciais.

Quando esteve no Brasil para um evento acadêmico em agosto de 2015, a quadrinista feminista Trina Robbins fez questão de encontrar artistas brasileiras no intuito de saber um pouco mais sobre que tipo de dificuldades elas enfrentavam para publicar seus trabalhos. Infelizmente o que pudemos constatar no evento é que o depoimento de Trina sobre o machismo que ela enfrentou nos Estados Unidos nos anos 70 não era diferente do que as brasileiras enfrentam ainda hoje.

Em junho de 2016, a roteirista da Turma da Mônica Jovem, Petra Leão, teve sua caixa de mensagens invadida por ameaças e insultos após um trecho de uma história sua ter sido compartilhado pelo “filósofo” conservador Olavo de Carvalho em sua página no Facebook onde ele proferia impropérios à artista. Um dado curioso sobre esta edição é que quando foi às bancas, o nome de Marcelo Cassaro aparecia na capa como roteirista da revista, no entanto, nenhuma ameaça ou insulto lhe foi dirigido na época. Um quadrinista conhecido no meio não perdeu a oportunidade de se manifestar ao mencionar que antigamente a esquerda sequestrava embaixadores e hoje sequestra personagens de histórias em quadrinhos. O caso teve repercussão internacional em sites especializados como o The Mary Sue29.

No caso de meninas que jogam videogames (gamers) a violência consiste em ofendê-las enquanto jogam ou as impedirem de ascender em certos jogos online. Há inúmeros exemplos facilmente encontrados em sites de busca com palavras-chave como “gamers” e “assédio”. Em um deles o repórter afirma que não é uma questão de “se” a jogadora sofreu assédio, mas “quais” são suas histórias de assédio30.

Em outubro de 2016, a escritora Chelsea Cain teve que encerrar sua conta no Twitter após seu perfiol “explodir” de comentários violentos contra ela. O motivo? A personagem Harpia, de sua autoria, apareceu na capa de um título que já havia sido cancelado com uma camiseta que fazia menção ao feminismo: Ask me about my feminist agenda. Embora fãs e artistas tenham se unido no mundo todo por meio da hashtag #standbychelsea, o ódio que lhe foi dirigido a deixou muito abalada e, assim como muitas mulheres têm feito, preferiu encerrar sua conta.

Outras vítimas de assédio e violência como a atriz negra Leslie Jones, da nova versão de Os Caça-Fantasmas, a blogueira de moda Flávia Durante, que estrelou uma campanha com a modelo Plus size Camila Romano para a bebida TNT, a youtuber Jessica Tauane, com seu canal das Bee sobre bissexualidade, indicam que qualquer mulher que não se encaixe em um padrão que a coloque como objeto de apreciação masculina, está fadada a sofrer com agressões virtuais.

Coletivos femininos de cultura pop

Embora o conceito de “coletivo” tenha sido apropriado por grupos que se formam a partir de redes sociais como um meio de unir pessoas para a produção de um tema comum (quadrinhos, por exemplo), a ideia remete à produção artística de uma forma geral ou ao teatro, com o uso mais difundido a partir dos anos 1970 no Brasil. O que se busca com a atuação em coletivos é justamente uma produção conjunta que transcenda a autoria individual e funcione como uma forma de sociedade que divide a coautoria de suas obras de forma colaborativa.31 Por isso, coletivos não são grupos fechados ou tribos que se reúnem em torno de um objetivo comum, são formados em torno de uma produção comum.

O conceito de coletivo tem sido frequentemente utilizado, seja no âmbito da psicologia, seja no âmbito da sociologia, para designar uma dimensão da realidade que se opõe a uma dimensão individual. Entendido desta maneira, o coletivo se confunde com o social, sendo representado através de categorias como Estado, Família, Igreja, Comunidades, Povo, Nação, Massa ou Classe e investigado no que diz respeito à dinâmica de interações individuais ou grupais. Este modo de apreensão do coletivo/social deriva de uma abordagem dicotômica da realidade característica das ciências modernas, cujo efeito, dentre os mais visíveis, é a separação dos objetos e dos saberes. (ESCÓSSIA;KASTRUP, 2005, p.295)

Ainda de acordo com Escóssia e Kastrup (2005), “a noção de rede contribui de modo especial para a ultrapassagem da tensão que sempre existe entre o nível individual e social de fenômenos como a cognição, a emoção ou a ação”. Nesse sentido, é fundamental para a formulação de um conceito de coletivo que busca problematizar e superar as dicotomias.

Como observado por Castells (2013), as redes sociais, por não estarem sujeitas a hierarquias e leis impostas pelo estado e grandes organizações, conseguem um alcance inimaginável até algumas décadas atrás, o que, no caso do feminismo, é extremamente positivo:

Se, por um lado, a imprensa apaga dizeres sobre o feminismo e evidencia discursos patriarcalistas, as redes sociais virtuais constituem-se, então, como um espaço de confronto a esses discursos hegemônicos. A popularização da internet contribuiu para fazer circular massivamente discursos de valorização do feminismo. (LIMA, 2013, p. 1)

A combinação da mobilização feita através das redes sociais e a realização de eventos presenciais programados a partir da internet tem sido objeto de estudos nas áreas de sociologia e comunicação no intuito de se avaliar se existem elementos-chave em revoluções já ocorridas que possam ser identificados a fim de se gerar hipóteses acerca da interação sobre cultura, instituições e movimentos que ajudem a construir uma teoria da mudança social e sua prática (CASTELLS, 2013).

Sem dúvida alguma, a tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na organização desses coletivos. Assim, o filósofo e antropólogo latino Nestór Canclini reflete sobre a importância dos veículos de comunicação de massa para os movimentos sociais:

As indústrias culturais são hoje o principal recurso para fomentar o reconhecimento recíproco e coesão entre múltiplos organismos e grupos que se fragmentam em grandes cidades. A possibilidade de se reconstruir um imaginário comum para as experiências urbanas deve combinar o enraizamento territorial de bairros ou grupos com a participação solidária na informação e desenvolvimento cultural proporcionado pelos meios de comunicação de massa, na medida em que estes tornem presentes os interesses públicos. A cidadania já não se constitui apenas em relação a movimentos sociais locais, mas também em processos de comunicação de massa. (CANCLINI, 1999, p.139)

Pensando não só no alcance, mas principalmente na possibilidade de oferecer espaços seguros para que as mulheres possam discutir os mais variados assuntos ligados ao universo da cultura pop sem se sentirem ameaçadas ou assediadas, um dos coletivos que surgiram nos últimos anos é o Minas Nerds.

O Minas Nerds surgiu em março de 2015, após uma represália violenta de um membro, homem, em um grupo que a jornalista Gabriela Franco fazia parte. Gabriela é formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, onde se especializou em cultura pop. Escreve sobre quadrinhos há cerca de 15 anos, tendo começado como colunista dos sites Omelete e HQ Maniacs. Atualmente é colaboradora das revistas Mundo dos Super-Heróis, Mundo Nerd e dos sites Judão e Popround. Criou o Minas Nerds como uma iniciativa que visa dar visibilidade e protagonismo para a mulher no mercado geek e nerd. Em entrevista concedida à autora, Gabriela diz:

Chorei quase a noite inteira por conta daquilo, o que me fez lembrar todo o longo caminho que precisei seguir, aos trancos e barrancos, engolindo misoginia e abusos de todos os tipos desse meio e pela manhã, tive a ideia de criar um grupo exclusivo para mulheres que gostassem de HQ, games, nerdices em geral. Um grupo que fosse SEGURO, onde mulheres não teriam medo de dizer que não sabiam sobre um certo assunto sem correr o risco de serem rechaçadas, onde seriam acolhidas, onde aprenderiam e ensinariam umas com as outras, onde haveria troca saudável sem insinuações ou terceiras intenções.

No primeiro mês o grupo já tinha mais de 300 pessoas. Em 3 meses o número de mulheres havia duplicado. Logo em seguida, foram convidadas para a 27ª FestComix, que foi, o primeiro evento do Brasil a dar espaço exclusivo às mulheres. Em outubro de 2015, surgiu o site falando sobre cultura pop feito por mulheres, para mulheres sobre mulheres e seu pageview mensal ultrapassa o de 70k sendo mantido totalmente pelo Conselho do Minas Nerds. Hoje a fan page no Facebook tem cerca de 22k orgânicos, sem nunca terem investido em posts e o grupo secreto tem cerca de 4 mil mulheres que discutem assuntos ligados à cultura pop o dia inteiro.

Muito embora grande parte das ações do Minas Nerds esteja concentrada em atividades online, o grupo realiza diversos encontros presenciais e projetos sociais em parcerias com instituições, como foi o caso da cartilha contra o assédio online produzida em conjunto com a secretaria de segurança pública do estado de São Paulo.

Por isso, a desigualdade que permeia não só as relações sociais, como também a produção cultural é responsável por propagar e perpetuar alguns problemas comuns que podem ser combatidos na medida que esses grupos se fortalecem. Entre esses problemas estão:

Machismo e sexismo – Artistas tiveram seus trabalhos recusados por serem mulheres;

Não reconhecimento do trabalho – Falta de interesse de colegas do sexo masculino em conhecer os trabalhos produzidos por artistas femininas, diminuição da importância de seus trabalhos por meio de críticas negativas;

Assédio – Todas relataram terem passado por alguma situação de constrangimento de cunho sexual, inclusive com exposição em jornal de grande circulação32;

Falta de oportunidades igualitárias – Não são chamadas ou cogitadas para participaram de antologias de Histórias em Quadrinhos mistas;

Boicote – Enfrentam campanhas para que os leitores não consumam seus trabalhos;

Preconceito – Frases do tipo “Quando produzirem um trabalho à altura dos homens serão indicadas aos prêmios” revelam o tipo de preconceito enfrentado pelas artistas presentes.

Quando questionadas sobre a razão de integrarem o grupo fechado do Minas Nerds, entre as respostas mais recorrentes estão o fato de sentirem intimidadas ou por terem sofrido algum tipo de violência em outros grupos, por isso, ao encontrarem um espaço onde se sentem seguras, também se sentem à vontade para expor suas opiniões e participar dos debates, muitas vezes acalorados, que ocorrem na página.

Conclusão

Embora a construção de uma sociedade mais justa deva ser articulada com todos os integrantes de uma sociedade, a menos que o assédio e a violência online diminuam, a tendência dos grupos exclusivos sobre diversos temas é aumentar. Prova disso é o grupo fechado do Minas Nerds que em um ano passou de 300 integrantes para 4.000 com uma média de 15 novas solicitações de entrada por dia.

É a partir dos grupos que as pessoas que se sentem ofendidas ou diminuídas de alguma forma percebem que não estão sozinhas e se fortalecem para enfrentar situações adversas, pois sabem que possuem uma rede de apoio que não as deixará na mão.

Logo, ter em mente o que as artistas enfrentam cotidianamente para conseguir produzir seus trabalhos, certamente nos ajuda a entender a importância dos eventos e dos coletivos femininos de cultura pop. Ou seja, como afirma Castells (2013), o entusiasmo gerado entre indivíduos mobilizados por um objetivo que apreciam, está diretamente relacionado a outra emoção positiva: a esperança. “A esperança projeta o comportamento no futuro e é um ingrediente fundamental no apoio à ação com vistas a um objetivo”.

O reconhecimento do seu trabalho, ainda que apenas por pessoas do mesmo gênero não altera o status quo, é verdade. Por isso, até que os números de produções femininas e masculinas sejam equivalentes, a realização de eventos, oficinas e cursos que visem profissionalizar e divulgar os trabalhos das artistas bem como a criação de redes e publicações exclusivas, estão entre as soluções viáveis para a diminuição da desigualdade de gêneros no universo nerd.

Portanto, a partir do que é observado pelos teóricos elencados em relação às redes sociais e aos eventos culturais, é possível compartilhar do mesmo otimismo que Castells e Martin-Barbero sobre a relevância desses processos na construção de conhecimentos que possibilitem o acesso a bens comuns que costumam ser negligenciados a certos grupos.

Referências bibliográficas

BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.

CANCLINI, Nestór. Consumidores e cidadãos: Conflitos Multiculturais da Globalização. Rio de Janeiro, UFRJ, 1999.

CASTELLS, Manuel. Redes de Indignação e Esperanças. Rio de Janeiro: Zahar, 2013

LIMA, Quézia dos Santos. Blogueiras feministas e o discurso de divulgação do feminismo no ciberespaço. In: Seminário de estudos em análise do discurso. Rio Grande do Sul. Estudos em Análise do Discurso. Rio Grande do Sul: Instituto de Letras, 2013. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/analisedodiscurso/anaisdosead/6SEAD/SIMPOSIOS/BlogueirasFeministasEODiscurso.pdf>. Acesso 20 mai. 2016.

MARTIN-BARBERO, Jesús Martin. Dos Meios às Mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003.

MONDAL, Anshuman A. Islam and Controversy: The Politics of Free Speech after Rushdie. Londres: Palgrave Macmillan, 2014.

Sites:

Minas Nerds: http://minasnerds.com.br/2015/11/17/por-que-tao-poucas-mulheres-nas-antologias-de-quadrinhos-brasileiros/http://www.vice.com/pt_br/read/turma-da-monica-jovem-petra-leao-ataque-feminismo?utm_source=vicefbbr

http://www.vice.com/es_mx/read/trueque-sexual-en-facebook?utm_source=vicefbmx

http://eldiariony.com/2016/03/26/deep-facebook-los-grupos-secretos-sacuden-las-redes-sociales/?utm_medium=Social&utm_source=Facebook&utm_campaign=Echobox&utm_term=Autofeed#link_time=1459049488

http://hojeemdia.com.br/almanaque/grupos-secretos-na-web-ajudam-a-tirar-d%C3%BAvidas-e-a-empoderar-as-mulheres-1.382409

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/05/1766587-grupos-secretos-em-rede-social-viram-comunidades-de-apoio-entre-mulheres.shtml

http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/pedofilos-usam-grupos-secretos-no-facebook-revela-bbc-18670046

http://www.viomundo.com.br/denuncias/el-pais-capitao-infiltrado-entre-manifestantes-em-sao-paulo-vivia-em-apartamento-de-general-que-atuou-no-doi-codi.html